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terça-feira, 16 de abril de 2013

Músculos: Estruturas e Contração

O músculo estriado esquelético é formado por um conjunto de células alongadas,paralelas e justapostas, chamadas também de fibras musculares.

Estas apresentam-se agrupadas em fascículos, agrupamento este, de acordo com o seu tipo (I-resistência e II-força).

Encontramos no músculo camadas de tecido conjuntivo que envolvem as fibras, os fascículos e uma que envolve toda essa estrutura. São elas, endomísio, perimísio e epimísio, respectivamente. A primeira, muito importante, por funcionar como um isolante para a  fibra muscular, fazendo com que o estimulo para a contração atinja de forma isolada cada uma das fibras.

Isto permite o que a força seja aplicada de forma proporcional à resistência a ser vencida, ou seja, para levantar uma folha de papel necessita-se de menos fibras do que para levantar uma cadeira por exemplo. Devido à este isolamento, cada fibra é conectada a um neurônio.


As fibras musculares, são multinucleadas, e sua membrana plasmática é chamada de sarcolema. Encontramos no sarcoplasma (citoplasma da célula muscular) várias miofibrilas formadas por um conjunto de uma estrutura chamada sarcomêro, que é a unidade funcional do músculo.

É nos sarcômeros que encontramos as proteínas responsáveis pela contração muscular: actina,miosina,troponina e tropomiosina.

A actina se caracteriza como um filamento duplo de proteínas globulares, como se fosse um colar de pérolas retorcido, já a miosina, um filamento com duas cabeças em formato de hélice na extremidade. A tropomiosina é um filamento fino que circunda a actina, e a troponina, composta por três proteínas globulares.

Estas apresentam padrões em relação a sua disposição dentro da miofibrila. Para cada miosina (filamento grosso), temos seis actinas (filamento fino) em volta, é o padrão hexagonal. Já na relação inversa, cada actina possui três miosinas ao seu redor, formando o padrão triangular.



O processo de contração muscular se dá através de dois momentos principais,  a excitação e a contração.

A primeira se dá a partir do momento em que o estimulo chega até o neurônio motor, que libera a acetilcolina na junção neuromuscular, onde esta se acopla ao receptor presente no sarcolema e permite a abertura dos canais de sódio que irão despolarizar a fibra.

Quando a onda de despolarização atinge os túbulos T, há a liberação do cálcio armazenado no reticulo sarcoplasmático. Os íons Ca++ se acoplam à troponina, fazendo com que a tropomiosina seja tracionada, liberando assim os sítios ativos, permitindo o encaixe das cabeças de miosina na actina. Uma vez que isto ocorre, é necessário que uma molécula de ATP seja “quebrada” pela miosina para que a energia desta permita que as cabeças da miosina tracionem a actina, causando o encurtamento das linhas Z do sarcômero, ocorrendo assim a contração.

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